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Beatles Para Sempre! (por Carlos Roberto de Souza)


Escrever um texto bem detalhado ou simples sobre os Beatles não é uma tarefa fácil. Fiquei preso entre uma crônica detalhista, ou um esboço de um cara que reconhece o valor musical (e mundial) daqueles quatro rapazes de Liverpool.

O primeiro contato foi de admiração primeiramente pela canção Obla-Di-Obla-Da num comercial da extinta Rádio Excelsior  (A Máquina do Som). Eu curtia aquela canção simples porém contagiante. Depois houve a famosa onda do "iê-iê-iê" que nada mais era do que o Yeah, Yeah, Yeah....Foi aí que eu soube que aquela canção era dos Beatles. A jovem Guarda foi um movimento que abusou das versões deles, destaque primeiramente para o Ronnie Von  (Meu Bem), versão de My Girl.

Com o passar dos anos, canções como “With a Little Help from my Friends” (na versão soul de Joe Cocker) e “Lucy in the Sky with Diamonds” (na versão de Elton John na qual o psicodelismo se manteve apenas nas letras), foram me atraindo cada vez mais.

Para ser franco eu me ligava principalmente nas composições mais “quentes”, entre elas “Can't Buy Me Love”, “Paperback Writer”, “Back in the U.S.S.R”, “Revolution”, “Twist and Shout”, “I Saw Her Standing There”  e “Helter Skelter”, do que nas suas canções  mais amenas.

Porém, confesso que fui um tolo ao pensar assim... Quando George Harrison compôs “While My Guitar gently Weeps” e “Something”, esse pensamento distorcido cedeu lugar à lucidez!    

À princípio eu nunca havia aceitado o fato deles terem revolucionado algo, mas à medida em que fui amadurecendo, pude constatar não só o valor musical, mas na mudança de comportamento (cabelos e roupas). Cara, dezenas de bandas copiaram aquele corte de cabelo e modelo de ternos (fossem elas inglesas ou não).

A obra dos Beatles me acrescentou um gosto musical mais agudo com relação às bandas que surgiram depois dela. Posso afirmar que hoje posso cantar algumas canções do Beatles sem o menor temor de estar "indo na onda" (no embalo). Na real, as músicas dos Beatles me fazem caminhar por um longo caminho tortuoso da vida cuja reta final é o Rock and Roll...


Ontem, o Sr. Carteiro entregou-me uma carta da minha amada Eleanor, pedindo-me para voltar o mais rápido possível (livre como um pássaro).  Como eu não poderia sair meramente desse texto sem antes mencionar as emblemáticas “Come Together” e “Love me Do”, despeço-me agora, pois tenho que pegar o próximo trem para Londres. Aliás, onde deixei meu bilhete de viagem?

Carlos Roberto de Souza é escritor, autor da Revista do Cinema Machadense, editor do fanzine Episódio Cultural e responsável pelo canal Machado TV no YouTube, e claro: beatlemaníaco!

Comentários

  1. Olá amigos, muito obrigado por terem publicado o meu pequeno texto. Abbey Road ainda soa em nossos ouvidos!

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