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My Beatles Experience - Especial Niterói Beatle Week (com os músicos da Harrison & McCartney Tribute)

Fala beatlelogistas de plantão! Estamos de volta com uma das sessões preferidas do nosso blog. E para a nossa primeira sessão de 2020, convidamos os integrantes da banda Harrison & McCartney Tribute, representando as centenas de músicos que participaram da Niterói Beatle Week 2019, provavelmente a maior celebração à obra dos Beatles na América Latina.
Pra quem é marinheiro de primeira viagem, uma breve explicação: Nesse espaço, coletamos depoimentos de beatlemaníacos sobre o impacto que a obra dos Fab4 tiveram em suas vidas, desde o primeiro contato até os dias atuais. Confere aí!



Danilo Fiani

Escutei Beatles pela primeira vez em uma fita cassete, emprestada por um amigo de escola, quando ainda era adolescente. Era uma coletânea, mas tinha alguns lados B, como “Bad Boy”, canção de Larry Williams que a banda regravou. Era ainda adolescente e fiquei fascinado. A partir desse momento, quis aprender violão e comecei a cantar. A influência é total. Despertei meu gosto por música brasileira ao escutar Clube da Esquina, o disco de Lô e Milton, largamente influenciado pelos Beatles. Claro que ouvia outras coisas antes, mas nunca foi uma entrega tão profunda como depois dos Beatles e do Clube. Hoje escuto muitas coisas, mas o “start” inicial foi dado pelos Beatles. Por conta deles, me apaixonei integralmente por música e me tornei músico. A importância da obra dos Beatles na minha vida é inestimável. Por causa deles, sou músico. E ser musicista me preenche de felicidade. Jai guru dev! (E viva George Harrison!)

Danilo Fiani, ex-integrante das super bandas BlueBeetles e Blackbird, Com apresentações internacionais dedicadas aos Beatles desde 2013 International Beatleweek, em Liverpool/ING, Abbey Road on the River e Califórnia, nos EUA, a dedicação à obra de George lhe rendeu o reconhecimento da Gretsch Guitars, empresa da qual é artista endossado desde 2018. Danilo integra hoje os projetos “Harrison & McCartney Tribute” e a banda “Pepperband”, além de outros projetos musicais, como a banda “Only Stones”, tributo aos Rolling Stones, e “Flores Astrais, um tributo a Secos e Molhados”.

Alan James 

A minha primeira lembrança dos Beatles é quando aos 5 anos encontrei os Past Masters que a minha mãe tinha em fita k7. Peguei o volume 1 e quando ouvi I Want To Hold Your Hand e She Loves You, aquilo mudou a minha vida para sempre e a partir daí me tornei beatlemaníaco. Pude conhecer algumas bandas e artistas fantásticos graças aos Beatles, seja os que tiveram alguma conexão com eles (como Doris Troy, Harry Nilsson, entre outros), ou os que soavam como eles (bandas como Cotton Mather, Klaatu, etc). Mas a maior influência deles foi o fato de ter conhecido a minha esposa Joana por causa de um box de DVDs do Paul McCartney que ela queria comprar e não sabia como, por ser uma compra internacional. Uma amiga em comum sabia que eu tinha experiência nisso e fez a ponte entre nós. E fora isso, o fato de ter me tornado músico multi-instrumentista pela identificação com o Paul (e além disso o fato de termos nascido no mesmo dia), pois foi ouvindo os discos em que ele toca tudo sozinho que me estimulou a querer aprender vários instrumentos. Hoje em dia os Beatles se tornaram pra mim um meio de trabalho, pois graças a obra deles, toco em bandas cover deles desde 2001, e graças a isso, participo de projetos ou shows até hoje. Ainda continuo escutando Beatles, mas escuto mais os outtakes que saem nos últimos relançamentos, embora os álbuns em si eu já não os escute mais. Ainda assim, escuto bastante as carreiras solo e acho que o fato da obra deles juntos ou separados seguir sendo revisitada, comentada e descoberta 50 anos após o fim da banda é algo que me impressiona, pois acho que a obra deles sempre viverá.
Um momento inesquecível na minha relação com os Beatles ocorreu em agosto de 2019 quando tive a chance de tocar o final de A Day In The Life dentro do estúdio 2 de Abbey Road onde estava para assistir a uma palestra.


Alan James é multi-instrumentista em carreira solo desde 2016. Em 2018, lançou o álbum “Despertar” pelo selo Discobertas. Também integra as  bandas Only Stones (tributo aos Rolling Stones) e Stone Trio (tributo aos Doors, Beatles e Jimi Hendrix), além de participar de projetos variados como Harrison & McCartney Tribute, entre outros.

Mario Vitor

Quando tinha 3 anos meu irmão tinha uma banda que tocava Beatles e eu ficava no estúdio ouvindo os ensaios. Aos 9 descobri um disco no meio de tantos outros dele que ouvia. Me lembro do início de I fell Fine me impressionar como nada antes havia me impressionado. E olha que ouvia de Jetro Thull a Queen ali.
Os Beatles moldaram toda a minha vida. Minhas relações de trabalho, minhas amizades, minha visão de mundo e até meu casamento foram decorrência de gostar de Beatles. Sua obra permeia toda minha história. Graças a eles me tornei músico, conheci o mundo e fiz amigos de Alfenas a Suécia. Hoje já tenho 10 anos de histórias tocando em Liverpool. Essa especialidade em um som dos anos 60 acabaram me levando a tocar com Erasmo Carlos também. Quem diria que o garoto de Alfenas que tocava com seu irmão em um quarto fechado chegaria ali? Cada um dos quatro são importantes em diferentes níveis pra mim. Hoje tenho um tributo chamado Harrison e McCartney Tribute. George funciona pra mim como um medicamento. Ele acalma, conforta. O Paul alegra e apaixona. O John me faz refletir e me humaniza. O Ringo nos enche de ternura. Enfim...eles têm total importância na minha vida.

Mário Vitor -  ex-integrante das  bandas BlueBeetles e Túnel do Tempo. Com apresentações internacionais dedicadas aos Beatles desde 2010 na International Beatleweek, em Liverpool/ING, Abbey Road on the River e Califórnia, nos EUA. Mário integra hoje os projetos “Harrison & McCartney Tribute” e a banda “Pepperband”, além de outros projetos musicais, como a banda “Alchemy, Dire Straits Tribute”, e “Flores Astrais, um tributo a Secos e Molhados.

Para conhecer mais sobre a Harrison & McCartney Tribute, siga-os nas redes sociais:




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